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o parto

     E agora, o que vou fazer? Minha cadela/gata está dando cria.

     Não se assuste, geralmente as fêmeas se saem muito bem nesta hora, mesmo sendo "marinheiras de primeira viagem" (primeira cria). Vamos explicar abaixo que cuidados devemos ter com a nossa futura mamãe, para que tudo ocorra bem na hora "H".

     A vida reprodutiva da cadela ocorre, em média, em torno de 6 a 8 meses de idade, e da gata dos 4 aos 6 meses, é quando ocorre o primeiro cio, porém, o primeiro cruzamento deve ser feito a partir do segundo ou terceiro cio, quando elas se encontram sexualmente maduras, evitando assim, problemas na gestação, no parto e até na relação com os filhotes.

     A escolha do macho deve ser feita de forma cuidadosa, evitando-se animais parentes (irmãos com irmãs, pais com filhos) e a falta de compatibilidade entre tamanhos (machos muito grandes para fêmeas muito menores). O acompanhamento veterinário dos pais deve ser realizado de modo a prevenir as doenças sexualmente transmissíveis e alterações genéticas que possam futuramente comprometer o bem-estar dos filhotes.

     Mais detalhes sobre a detecção do cio, como ocorre o acasalamento e quando colocar em contato com o macho na seção de dicas importantes, clicando aqui.

     PRÉ-NATAL

     Existem diversos cuidados a serem tomados com a fêmea gestante, de forma a garantir um parto seguro e o bem-estar dela e dos filhotes.

     A data prevista de parto é um dado de extrema importância; para isso o proprietário deve saber os dias em que ocorreram os cruzamentos, a fim de prever, aproximadamente, o dia em que a fêmea irá parir. A gestação da cadela e da gata variam de 57 a 64 dias.

 

     Desta forma, gestações que se apresentem fora do período normal devem ser invariavelmente encaminhadas ao médico veterinário.

 

     O proprietário deve reconhecer a importância do acompanhamento pré-natal (mesmo que a gestação esteja normal) por um veterinário, para que este tome os cuidados, como nutrição adequada da gestante (com mudança de ração ou adição se necessário de suplementos), controle parasitário (carrapatos, pulgas, vermes, etc.) e vacinação. Estes cuidados são fundamentais a futura mamãe e aos filhotes, evitando assim doenças como eclâmpsia, verminose, viroses que acometem animais debilitados/estressados (como uma fêmea prenhe) alem da subnutrição dos filhotes ao nascerem e da fêmea no período de amamentação. A partir de exames mais elaborados, tais como raio-x, ultrasson e exames clínicos convencionais, pode-se avaliar se a fêmea está realmente gestante, o número de filhotes e viabilidade dos fetos.

 

 
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Cadela fazendo exame com ultrasson para diagnóstico de prenhes.

 



     PREPARATIVOS PARA O PARTO

     O momento do parto deve ser acompanhado de alguns cuidados que proporcionem conforto e que preservem a saúde da fêmea e de seus filhotes.

     Um destes cuidados é definir o local onde a fêmea dará cria, neste local deve-se colocar uma "caixa de parição" (uma espécie de ninho artificial). Este ninho deve ser instalado pelo menos uma semana antes do parto, para que a fêmea possa se acostumar com a caixa e com o ambiente. Ela deve ser colocada em lugar tranquilo, aquecido, com ar fresco (sem correntes de ar), seco e livre de insetos, evitando-se a presença de outros animais e o trânsito excessivo de pessoas. Suas dimensões devem permitir a livre movimentação da fêmea, e seu fundo poderá ser forrado com jornais velhos, papelão ou panos que permitam o aquecimento, o conforto e uma eficiente limpeza do local. Para as gatas é interessante que esta caixa tenha uma espécie de teto parcial, como se fosse uma toca. A altura da caixa deverá ser suficiente para que a mãe entre, mas com paredes laterais para evitar que os filhotes saiam (20 a 30cm de altura). Deverá ainda ser afastada do solo.

     Algumas fêmeas podem fazer seus próprios ninhos em locais escolhidos por elas, como embaixo de tanques de lavar roupa, churrasqueiras, garagens, embaixo de móveis, buracos em quintais, utilizando panos velhos e papéis que eventualmente encontre à sua disposição.

     Todos esses cuidados devem ser tomados a fim de proporcionar ao animal o mínimo de estresse, evitando problemas como rejeição, falta de leite e até mesmo o canibalismo (ingestão dos filhotes).

     O PARTO PROPRIAMENTE DITO

     É de extrema importância que, ao chegar a data prevista para o parto, o dono esteja atento ao momento da parição para providenciar tudo o que a fêmea precisar. Para isto, o proprietário deve saber qual o comportamento desta neste momento e como o parto ocorre de maneira natural, para intervir e procurar ajuda caso seja necessário.

     * Comportamento da fêmea
     Usualmente, ela torna-se agitada, muda de posição e normalmente procura lugares tranqüilos e escuros, podendo arrastar-se para baixo de cadeiras e outros móveis; catará papéis, roupas e outros objetos para fazer o ninho, caso não tenha a "caixa de parição". Se ela já estiver acostumada com esta caixa, aproximadamente 24 horas antes do parto ela vai se aninhar nela e parará de comer. A temperatura corpórea começará a baixar. Quanto mais próximo do momento do nascimento, mais agitada e inquieta a fêmea ficará.

     O dono deve tomar cuidado, pois algumas fêmeas podem se tornar agressivas nesta hora, ao passo que outras preferem a presença do dono.

     * Trabalho de parto
     O parto é o processo final da gestação e consiste em alterações hormonais, modificações corporais, como o aumento dos quadris (dilatação) para permitir o nascimento, e o aumento do volume da vulva. Nesta época, a fêmea já deverá apresentar secreção de leite (até uma semana antes do parto), pois as glândulas mamárias começam a se desenvolver a partir do primeiro mês de gestação.

     O parto é dividido teoricamente em 3 estágios:

     Estágio 1: Começa com o início das contrações uterinas e termina quando a cérvix (canal que permanece fechado para manter o útero sem contaminação) fica completamente dilatada (aberta); dura em média de 6 a 12 horas.

     Estágio 2: Inicia com a dilatação completa da cérvix, a entrada do primeiro feto no canal cervical, rompimento da bolsa amniótica e termina com o nascimento do último filhote. Desde o início do estágio até o nascimento do primeiro filhote pode levar até mais de 4 horas e o intervalo entre os filhotes é em geral de 20 a 60 minutos, podendo chegar até 2 horas.

     Estágio 3: Inicia após o nascimento do primeiro filhote e termina com a eliminação da placenta. No caso de múltiplos filhotes, alterna-se entre os estágios 2 e 3 a cada filhote que nasce, consequentemente após o nascimento do filhote ocorre a expulsão da sua placenta.

     Portanto a partir das contrações abdominais é que o filhote começa a ser expulso; a primeira parte a ser vista é a bolsa amniótica (bolsa de água), com um pouco de líquido. Assim que nasce o primeiro filhote, a fêmea inicia a retirada da placenta, que recobre o filhote lambendo-o; este ato promove a estimulação deste, além de secá-lo, a seguir ela irá cortar o cordão umbilical e comer a placenta. Cada filhote será acompanhado de uma placenta. Deixe que ela coma, pois a placenta fornecerá nutrientes para a fêmea.

     É importante que se peça orientação ao veterinário sobre os sinais normais e anormais de um parto. Uma ninhada pode ser perdida por falta de experiência da fêmea, ou pela demora na saída do primeiro filhote. O veterinário irá orientar como proceder e quando será necessário contactá-lo em caso de anormalidades durante o parto.

     * Auxílio no parto
     Nos casos de cadelas e gatas inexperientes (primeiros partos), pode haver uma inabilidade na retirada dos envoltórios fetais (placenta); nos casos também em que os filhotes demorem a nascer pondo em risco a sua sobrevivência, o auxílio ao parto deve ser feito por um médico veterinário, pois manobras de ajuda realizadas por pessoas leigas podem pôr em risco a vida dos filhotes. Muitas vezes é necessário a cesariana para a retirada dos filhotes.
 

     CAUSAS DE PERDA DA NINHADA:

     - demora na saída de algum filhote, por falta de dilatação ou devido a fetos muito grandes;
     - falta de contrações para expulsão dos filhotes;
     - eclâmpsia: falta cálcio, o útero não se contrai; (emergência veterinária)
     - tempo de gestação prolongado (acima de 64 dias);
     - torções do útero que impeçam a expulsão dos filhotes.

 
   

 

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